Cosmopolita nasceu como pátria sem fronteiras, espaço coletivo onde a forma fotografa o improviso, o momento, a brincadeira.

Em seu primeiro disco, "Cosmopolita" [2017], o quarteto paulistano mostra a atmosfera espontânea e relaxada que virou marca de seu estilo, cultivado na cena underground da paulicéia e outras partes.

A inspiração da banda é o power-jazzy-groovy-hard-bop dos anos 60 e 70, de Lee Morgan, The Meters e The Zombies a Milton Banana, Moacir Santos, João Donato e Nino Rota, personagens de uma época em que improvisação, estilo e irreverência eram a mistura fina, o tempero, o mojo que chamava à dança na pista, ao pezinho irremediavelmente batendo no chão, esperando loucura e grooves macios…

O álbum é um híbrido fluido de referências que vão de ritmos brasileiros e latinos ao rock -- tem samba-jazz-de-gringo com gafieira [Eu, você e todo mundo], brisas de surf music e circo mezzo brega à la Roberto Carlos [Vacaciones] e vibrações punk-psicodélicas [Johnny is Dark]. Nesse universo cosmopolita, o saco de gatos é bem-vindo, as transições são naturais e harmônicas, o passo é dançante e certo. Começou e continua, como uma boa brincadeira.


Os Cosmopolitas são:
Piano elétrico, órgão e sintetizador: Zé Ruivo
Guitarra: Dani Andreotti
Baixo acústico e elétrico: Gustavo Sato
Bateria: Bruno Tessele
O Cosmopolita já se apresentou em diversos locais:

Jazz nos Fundos
Morro da Urca - Rio de Janeiro
Centro Histórico e Cultural Mackenzie
Centro Cultural São Paulo
Museu da Casa Brasileira
Festa Jazzy
Armazém da Cidade
Madeleine Bar
Superloft
Alameda 270 - Uberlândia
Morumbi Shopping
O’Malley’s Bar
Bar de Cima

por Su Bragatto

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